A noite de quarta não me trouxe surpresa no que previa encontrar, após aquele happy hour no bar do Lucas, envolto de varios amigos de curta e longa data, da internet e de fora dela, foi um bom preparativo pra o que haveria de então logo logo assitir.
Apesar do Beira Rio ainda estar, mesmo com a parada de férias, com aquele ar e visual de pós guerra, tipo Bósnia Herzegovina visto nos telejornais e imagens da época. O jogo se traduziu em tudo que se esperava, vários momentos de comoção e emoção, diante da iminente saída de seu maior craque da atualidade por vezes tendo seu nome gritado e ovacionado, junto a uma solicitação coletiva de um "Fica D'Alessandro!", mas que teve pra mim um momento emblemático, único, quando da entrada do time, uma das cameras que acompanha a entrada em campo, fecha num close o argentino e impossivel não ver em sua fisionaomia tambem um momento de emoção. Nesse momento, acho que todos os torcedores, mesmo os que não gritaram, se despiram do seu ponto de vista. Se o Clube está certo em liberá-lo mesmo com contrato até 2015? se o jogador está certo em fazer sua segurança financeira por conta do sua idade? e talvez aquela idéia que martela a cuca de todos, de se encontrar um meio termo para que haja uma solução que contemple a todos interessados. Tudo foi deixado de lado, para viver aquele tão somente momento único. Aquilo era sinal que o Gringo em especial iria arrebentar na partida, como muntos mais além, aconteceria de fato, entre passes, dribles e chutes a gol.
Gastaria a pelota , alguns minutos além...
O inicio de partida do Inter foi avassalador, onde não deixou sequer o Once Caldas respirar, pena que apesar das oportunidades de gols desperdiçadas não se traduziram em gols de fato, a não ser aquela pintura de espaço criado e espaço preenchido, em passe milimetrico de D'Alessandro e tóquinho mais milimetrico ainda de Damião, que ainda raspa no goleiro adversario e de mansinho alcança as redes do goleiro colombiano. Mas parou por aí e a segunda etapa foi de dar calafrios, diante da parada da equipe, talvez por conta do ritmo imprimido no primeiro tempo, talvez por conta de um recem inicio de temporada, mas que quase damos chance ao azar e só talvez não tenhamos sofrido um gol de empate, por conta da falta de qualidade dos jogadores adversarios.
Pá daqui, pá dali e gol!!! Seria o ultimo com jogada desta dupla?
Acredito que demos um passo importante e poderia até dizer que a fatura está ganha, mas o futebol e algo ingrato e ao mesmo tempo esfuziante, onde nem sempre o melhor vence, por isso todo cuidado é pouco na próxima quarta, pois nela está depositada a classificação a fase de grupos e bem dizer o primeiro semestre colorado em termos de competição e dividendos que se fazem mais do que necessarios.
Quarta que vem é final de copa do mundo para ambos os clubes, se D'Alessandro ficará ao menos para próxima partida, ninguem sabe, o prazo final de decisão do fica ou não fica parece estar definido para o próximo domingo. É fato que o show tem de continuar, com Dale ou sem Dale, pois o Inter é muito maior do todos nós torcedores, dirigentes, jogadores e quem quer que seja.
Em Tempo
A torcida fez um show a parte, o estadio limpo de barras e praticamente sem uma parte fixa maestra de puxar o som, fez sua parte, embora nos momentos tensos ficou quieta e apreensiva, soube medir quando realmente o time precisava. Me fez lembrar algo da final de 2006, onde o barulho, principalmente quando o time adversário ficava de posse de bola o barulho das vaias era ensurdecedor, talvez até maior quando precisava impulsionar. O espirito de Libertadores, desperta novamente uma nova forma dela agir, onde cada um faz a sua parte e ajuda de alguma forma, gostei, até mesmo que a torcida é um adicional a parte, mas quem dita o ritmo é o time dentro de campo e não o inverso.


1 comentários:
Sinceramente espero que a direção siga firme na questão das barras.
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